A Península de Setúbal está preparada para o futuro?
No mais recente programa “Momentos da Rádio Azul sobre Setúbal”, o convidado de Carlos Cardoso foi Nuno Maia, Diretor-Geral da AISET, para uma conversa que colocou em cima da mesa algumas das questões mais importantes para o futuro da nossa região.
Um dos temas centrais foi a criação da NUTS II própria para a Península de Setúbal, uma reivindicação antiga que poderá permitir à região ter maior capacidade de acesso a fundos europeus e uma voz mais forte na definição das suas estratégias de desenvolvimento. Embora seja um tema muitas vezes associado à burocracia, ficou claro ao longo da conversa que as suas consequências irão ter impacto direto na vida das empresas, dos trabalhadores e dos cidadãos setubalenses.
A conversa teve como tema também a criação da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal (CIM) e a forma como esta nova estrutura poderá reforçar a cooperação entre os municípios, criar uma maior capacidade de planeamento regional e defender melhor os interesses de todo o território.
A economia foi outro dos pontos fortes da entrevista. Nuno Maia destacou a importância da indústria como motor da criação de riqueza e emprego, lembrando que a Península de Setúbal continua a ser uma das regiões mais industrializadas do país. Ao mesmo tempo, abordou os desafios que as empresas enfrentam um mundo cada vez mais exigente, onde a transição digital e a descarbonização deixaram de ser opções para passarem a ser necessidades.
Outro tema que mereceu atenção foi a dificuldade crescente em encontrar mão-de-obra qualificada.
Como aproximar as empresas das escolas, universidades e centros de formação?
Como criar condições para que os jovens encontrem aqui oportunidades de carreira e escolham permanecer na região? Questões fundamentais para quem pensa o futuro de Setúbal.
A conversa passou ainda pelas potencialidades do Porto de Setúbal, pelas plataformas logísticas e pela localização privilegiada da região. Recursos que representam vantagens competitivas importantes, mas que, segundo ficou evidente, ainda têm muito espaço para serem melhor aproveitados.
Na parte final da entrevista, procurámos identificar as prioridades que poderão transformar a economia regional nos próximos anos. Investimento, qualificação, melhores infraestruturas e maior capacidade de decisão surgiram como fatores essenciais para construir uma região mais forte, mais competitiva e com melhores oportunidades para todos.
Foi uma conversa esclarecedora, repleta de ideias, desafios e propostas para uma Península de Setúbal que procura afirmar-se cada vez mais no contexto nacional.
Se quer perceber melhor os caminhos que podem definir o futuro da nossa região, oiça esta entrevista, na íntegra, aqui. Há conversas que nos ajudam a compreender o presente. Esta ajuda-nos também a pensar o futuro.
Imagens: Ana Carla Gonçalves


Oiça aqui a entrevista:
